Pequenos Vulcões de Chocolate - Molten Lava Chocolate Cake

Talvez nenhuma outra receita na história recente tenha resultado tão bem, quando mal cozida, como a destes pequenos bolos de chocolate, que sob a ligeira pressão de um garfo, libertam um fluxo do chocolate derretido. Tudo teve início em 1987 quando o Chef Suiço Pierre Schutz, agora Chef no Vong de Manhattan, após trabalhar com Marc Meneau em França, levou para os EU uma receita de um bolo de chocolate mal cozido. Esta receita foi então confeccionada no Lafayette, onde Schutz começou a trabalhar para Vongerichten. No início, os bolos foram cozidos nuns copos de papel minúsculos e resultavam húmidos mas não cremosos, porque eram muito pequenos. Três meses depois de os começarem a fazer, um cliente pediu-os para uma festa particular e foi então que os começaram a fazer em copos maiores e descobriram que o interior ficava cremoso. Todos adoraram a passaram desde então a ser confeccionados desta forma.
Esta receita é uma desgraça para os amantes de chocolate e das receitas de chocolate, nos quais eu me incluo (...e também se deve incluir a Sylvia que tem este Blog absolutamente fantástico onde fui colher esta belíssima receita). Por isso, se tiverem oportunidade, não deixem de ensaiar esta delícia...!


Ingredientes:

- 150g de chocolate negro
- 10 colheres de sopa de manteiga
- 3 ovos
- 3 gemadas
- 1 1/2 chávena de açúcar
- 1/2 chávena de farinha


Preparação:

Em banho-maria ou no microondas, derreter a manteiga juntamente com o chocolate partido em pequenos pedaços. Num recipiente à parte bater os ovos e as gemas com o açúcar. Adicionar a esta mistura o chocolate derretido e depois envolver tudo muito bem com a farinha. Verta o creme obtido em formas de pudim flan (estas quantidades dão para cerca de 14 formas) previamente untadas. Não as encha até ao topo, deixe cerca de 1 cm de folga. Coloque a cozer no forno aquecido a 200º C, durante 11/14 minutos. Retire as formas do forno e deixe arrefecer durante alguns minutos. Desenforme com a ajuda de uma faca e sirva ainda quente, com uma bola de gelado (no caso, servi com sorvete de limão e ficou fantástico com o chocolate). Cuidado, o recheio pode estar muito quente. Mas se estiver, o sorvete dá uma ajuda...


Nota de Prova:

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Cookies de Chocolate, Café e Nozes

Quando entrei no Blog do Chef Haruki e vi estes Cookies, decidi que seria a próxima receita doce a experimentar. Para vos elucidar do meu grau de satisfação em relação a estes "pedaços de céu", diria que se tivesse de ficar isolado numa ilha deserta (estilo Lost ou mesmo Robinson Crusoé) gostava de ter comigo, uma lata cheia destes Cookies. Acabei de os fazer esta manhã e temo que lá pela hora do lanche/jantar não passem de uma nostálgica recordação! Experimentem, ou melhor, têm de experimentar!
Aqui fica a receita adaptada a partir da original "Hazelnut Chocolate Chip Cookies" de Giada De Laurentiis.

Ingredientes:

- 2 ovos grandes
- 200g de chocolate em barra
- 1/2 colher de chá de sal
- 1 colher de chá de café em pó
- 200g de açúcar amarelo
- 100g de farinha com fermento
- 1 colher de chá de fermento em pó
- 50g de cacau em pó
- 80g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
- 50g de pepitas de chocolate
- 1 colher de café de extracto de baunilha
- 50g de nozes (grosseiramente cortadas)
Preparação:

Pré-aqueça o forno a 180º C. e forre o tabuleiro com uma folha de papel vegetal. Misture numa bacia média a farinha o fermento, o sal, o cacau em pó e a baunilha. Reserve. Bata a manteiga e o açúcar num recipiente grande até que fique um creme macio. Adicione os ovos um a um batendo sempre muito bem e no final junte o chocolate em barra previamente derretido. Junte neste recipiente o conteúdo do primeiro, envolvendo apenas até desaparecer a farinha. Adicione o café em pó, as nozes, as pepitas de chocolate e envolva tudo sem bater. Coloque a massa com a ajuda de duas colheres de sopa, no tabuleiro forrado com papel vegetal. Não achate a massa, pois os bolinhos vão ganhar a forma final durante a cozedura, que não deve demorar mais de 15 minutos. Deixe-os arrefecer 5m em cima do papel vegetal. Por fim lamente-se por não ter feito mais, porque esses vão desaparecer rapidamente!
Nota de Prova:
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Afonso´s

Para o Afonso.



Ingredientes:

- 5 Ovos
- 1 1/2 Chávena de açúcar
- 2 Chávenas de farinha
- 3/4 de Chávena de cacau em pó
- 2 Chávenas de leite
- 1 1/2 Chávena de manteiga
- 1 Chávena de caramelo liquido
- 2 Colheres de chá de baunilha em pó
- 1/2 Colher de chá de fermento em pó
- 1 Colher de chá de sal
- 1/2 Lata de leite condensado
- 3 Copos de mini marshmallows
- 3 copos de bolachas de manteiga partidas

Preparação:


Misture a farinha com o cacau, o fermento e o sal e reserve.
Numa tigela grande, bata a manteiga e o açúcar até formar uma mistura cremosa. Adicione os ovos um a um e no final a baunilha. Junte esta mistura à farinha com o cacau, intercalando com o leite. Verta o preparado em formas pequenas (12/16 conforme o tamanho) e leve ao forno pré-aquecido a 165°C, durante 15 minutos.
Numa panela pequena, junte o caramelo líquido com o leite condensado e leve ao lume fraco, mexendo sempre, durante 15 minutos.
Distribua pelas formas a mistura dos marshmallows com a bolacha partida e depois verta sobre as formas, a mistura quente do leite condensado com o caramelo. Leve ao forno, apenas com a grelha eléctrica superior ligada, até os marshmallows fundirem com as bolachas.
Deixe arrefecer e sirva.

Nota de Prova:

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Gâteau de Chocolate com Azeite e Alecrim - Gâteau Chocolat with Olive Oil and Rosemary


A base desta receita já é conhecida, mas esta tem o atractivo de conter na sua confecção, o Azeite e o Alecrim. O Alecrim (Rosmarinus officinalis) é um arbusto comum na região do Mediterrâneo, ocorrendo dos 0 a 1500 m de altitude, preferencialmente em solos de origem calcária. Devido ao seu aroma característico, os Romanos designavam-no como rosmarinus, que em Latim significa orvalho do mar. Igualmente para os Romanos o Alecrim era considerado a erva do amor, da fidelidade e da amizade.
Que na cozinha, o alecrim era utilizado em carnes vermelhas, aves, ensopados, marinadas, peixes, legumes cozidos, molhos, grelhados, churrascos, guisados, recheios, e até para perfumar flans, geleias, sorvetes e coberturas, já todos sabíamos. Agora ficamos também a saber da sua óptima ligação com os doces, particularmente com o Chocolate. Apreciem!


Ingredientes:

- 50g de chocolate negro
- 25g de manteiga
- 25g de azeite frutado fresco
- 1 colher de chá de alecrim fresco
- 20g de açúcar
- 1 ovo
- 1 gema de ovo
- 3g de farinha


Preparação:

Parta o chocolate em pequenos pedaços e leve a derreter juntamente com a manteiga, o alecrim e o azeite, em banho-maria ou em lume muito fraco. Bata os ovos com o açúcar até conseguir uma mistura cremosa e homogenia. Adicione o chocolate derretido e depois de bem incorporado com os ovos, junte a farinha.
Verta o preparado em 4 formas de muffins/queques e leve ao forno pré-aquecido a 200°C durante cerca de 5 minutos. Retire das formas e polvilhe com chocolate em pó. Sirva sem deixar arrefecer.

Nota de Prova:

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Pão de Chocolate Negro - Dark Chocolate Bread


Este generoso pão de côdea delicada e textura arejada, é insuperável quando servido ainda quente e cortado em fatias grossas. É uma doce iguaria para servir a meio da manhã com café, ou à tarde com um chá. Também constitui uma boa alternativa para o pequeno-almoço ou lanche da pequenada!

Aos mais sofisticados digo que é o acompanhamento perfeito para um estufado de carne de vaca ou de caça.




Ingredientes:


- 400ml de água
- 450g de farinha tipo 55
- 4 colheres de sopa de açúcar refinado
- 100g de cacau em pó

- 1 colher de chá de sal
- 1 pac de fermento em pó Vanhiné (ou equivalente)



Preparação:

Siga os procedimentos normais para a sua máquina (MFP). Não esquecer de respeitar a ordem dos ingredientes secos e húmidos.


Peso: +/- 1kg
Programa: Normal
Cor: Médio

Nota de Prova:

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Gelatina de Champanhe com Morangos - Strawberries in Champagne Jelly

Os primeiros vestígios de gelatina na história, remonta ao século 2 A.C. e foram encontrados num adesivo na tumba de um Faraó.
Embora haja referência ao uso da gelatina ao longo dos séculos, só em 1682, o francês Papin descreve o processo para obter uma pasta gelatinosa e apenas em 1754, foi registada em Inglaterra a primeira patente para o fabrico de gelatina.
No século 19, o uso da gelatina como um complemento proteico conduziu ao reconhecimento das suas qualidades nutricionais.
Hoje em dia a gelatina comestível é vendida na forma de folhas, grânulos ou em pó. Algumas destas formas podem ser utilizadas directamente na preparação dos alimentos, outras requerem prévia imersão em água.
Existem igualmente algumas variedades especiais de gelatina que podem ser obtidas a partir do peixe ou de outros animais. Os vegetarianos usam outros produtos, tais como o ágar-ágar, pectina ou konjac (algumas vezes chamado incorrectamente "gelatina vegetal"). No entanto, gelatina é o nome por vezes utilizado para descrever todos os tipos de géis e geleias, mas, correctamente, o termo só se aplica aos produtos derivados de proteína animal. Não há gelatina vegetal.


Ingredientes:


- 8 colheres de sopa de gelatina em pó sem sabor ou 8 folhas de gelatina
- 1,5dl de água
- 150g de açúcar
- 1/2 garrafa de champanhe seco
- 600g de morangos


Preparação:

Se estiver a utilizar folhas de gelatina, coloque-as a amolecer numa tigela de água fria durante cerca de 5 minutos. Aqueça a água com o açúcar numa panela pequena. Mexa até o açúcar ficar completamente dissolvido.
Remova as folhas de gelatina da tigela e esprema a água em excesso. Adicione o champanhe e as folhas à mistura de açúcar e mexa até derreterem.
Se estiver a utilizar gelatina em pó, coloque-a uma panela média juntamente com a água e aguarde 5 minutos. Leve a panela ao lume (médio) mexendo até que a gelatina esteja dissolvida na água. Retire do calor e junte o açúcar. Mexa até dissolver. Adicione o champanhe.
Despeje a gelatina numa tigela rasa ou em recipientes individuais. Adicionar os morangos laminados ou inteiros. Cobrir e refrigerar, pelo menos por 6 horas ou durante a noite.

Nota de Prova: Pin It Now!

Pão de Amendoas e Cereais - Almonds and Cereals Bread



Ainda este ano não tinha apresentado aqui, uma receita para a máquina de fazer pão (MFP). Não tem sido por isso que o equipamento aqui de casa tem estado parado, tenho apenas andado a repetir receitas já efectuadas. Assim aqui fica mais uma, muito simples e que fica bem ao pequeno almoço ou ao lanche com doce ou manteiga. Este pão ganha muito se for consumido ainda morno.





Ingredientes:

- 300ml de água
- 300g de farinha tipo 55
- 150g de farinha de trigo integral
- 50g de farinha de milho

- 1 colher de chá de sal
- 2 colher de
chá de açúcar
- 150g de amêndoas grosseiramente partidas
- 1 colher de sopa de sementes de sésamo
- 1 colher de chá de sementes de papoila
- 1 pac de fermento em pó Vanhiné (ou equivalente)


Preparação:

Siga os procedimentos normais para a sua máquina.

Peso: +/- 1kg
Programa: Normal
Cor: Médio

Nota de Prova:

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Pudim de Dois Chocolates - Two Chocolate Pudding

O chocolate é um alimento muito nutritivo. Contém proteínas, gorduras, cálcio, magnésio, ferro, zinco, caroteno, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12 e C. Estudos recentes sugerem a possibilidade de o consumo moderado de chocolate preto e amargo trazer benefícios para a saúde humana, nomeadamente devido à presença de ácido oléico. Este ácido (também presente no azeite de oliva) é uma gordura monoinsaturada que protege as artérias, contribuindo para o aumento do bom colesterol (HDL) e para a redução do mau colesterol (LDL).
Devido à presença de uma substância chamada teobromina (componente do cacau), o chocolate pode provocar uma sensação de relaxamento mas também uma ligeira excitação. Este é ainda responsável pelo aumento da produção de endorfina e dopamina (são neurotransmissores) promovendo um aumento da alegria, da boa disposição e de outros sentimentos positivos. Estimula ainda as regiões cerebrais relacionadas com o prazer devido à produção da hormona (feniletilamina) que é precursora da serotonina. Também conhecida como a "hormona da paixão".
A receita que se segue é baseada nesta da Sylvia e deixo-vos como presente para o dia dos namorados.

Ingredientes:

- 125g de manteiga a temperatura ambiente
- 150g de açúcar mascavado
- 3 ovos
- 1 pitada de sal
- 25g de cacau em pó (sem açúcar)
- 125 g de farinha com fermento
- 40g de chocolate branco grosseiramente picado
- 40g de chocolate meio amargo grosseiramente picado

Preparação:

Comece por bater a manteiga com o açúcar até obter uma mistura leve e cremosa. Adicione os ovos um a um, misturando tudo muito bem entre cada um deles. Aos poucos vá juntando metade da farinha. Quando obtiver uma mistura homogénea adicione a restante farinha com o cacau em pó. Junte os chocolates grosseiramente picados e envolva tudo. Reserve.
Unte com manteiga 6 formas pequenas (tipo ramequins) e nelas a mistura até 3/4 da sua capacidade. Envolva as formas em quadrados de papel de alumínio
Encha um tabuleiro com água quente e coloque dentro as formas bem tapadas. Leve ao forno pré-aquecido a 160°C durante cerca de 50 minutos.
Depois de prontos retire o papel de alumínio e deixe arrefecer antes de desenformar.



Nota de Prova:

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Sonhos de Abóbora em Infusão de Laranja, Cravinho e Anis - Pumpkin Dreams - Pets-de-Nonne

Mais um ano que chega ao fim e com ele o balanço dos "sonhos" realizados e a lista dos "sonhos" a realizar nos 365 dias de 2009.
Quanto aos sonhos realizados, deixei-vos aqui uma receita simples que espero que todos tenham apreciado. No que respeita aos sonhos vindouros, deixo-vos esta receita mais sofisticada do grande Chef Vitor Sobral.
Como podem constatar, não só é muito fácil sonhar, como fácil é, ver alguns desses sonhos concretizados.
Bom Ano e Bons Sonhos.


Ingredientes:

Sonhos:

- 250 g de farinha
- 200 g de polpa de abóbora cozida e escorrida
- 1 pau de canela
- 1 casca de limão
- 4 ovos
- 2 colher de café de fermento em pó
- 1 colher de café de sal
- 60g de manteiga
- 2,5dl de água


Infusão:

- zesto de 2 laranjas
- 3 cravinhos
- 2 estrelas de anis
- 0,5dl de aguardente
- 150g de açúcar
- 3dl de água

Preparação:

Coza a abóbora sem casca, juntamente com um pau de canela e a casca de um limão. Retirar o pau de canela e a casca do limão e deixar a escorrer num passador de um dia para o outro. No dia seguinte esprema num pano a polpa da abóbora e reserve. Leve ao lume num tacho, a água com o sal a manteiga e, quando ferver junte a farinha mexendo sempre muito bem até que comece a despegar do fundo do tacho. Retire a massa do lume e junte os ovos um a um. Adicione ao preparado a abóbora cozida e o fermento em pó e, envolva tudo muito bem até ficar com uma mistura homogénea. Leve a fritar pequenas porções (1 colher de sopa) de massa, em azeite quente. Reserve.
Para a infusão corte o zesto de laranja em juliana fina e ferva com os restantes ingredientes durante um minuto. Regue os sonhos com esta infusão e sirva.

Nota de Prova:

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Bolo Rei - King Cake - Gâteau des Sans-Cullottes

"Era  uma vez, três Reis Magos que iam levar os presentes ao Menino Jesus.
Os Reis iam a discutir uns com os outros, porque todos queriam dar o presente primeiro.
Os Reis encontraram uma velhinha e ela perguntou :
- Porque é que estão a discutir uns com os outros ?
Eles responderam:
- Porque todos queremos dar a prenda em primeiro lugar ao Menino Jesus.
A velhinha disse:
- Vou fazer um bolo-rei e já volto.
Passado algum tempo...
Aqui está o bolo-rei. Tem lá dentro um brinde e uma fava. A quem calhar o brinde é o primeiro a dar a prenda ao Menino Jesus e, a quem calhar a fava é o último.
Os Reis concordaram e, cada um comeu uma fatia do bolo.
O brinde saiu ao Rei que levava o Ouro e, a fava ao que levava a Mirra.
Quando chegaram ao pé do Menino Jesus, deram-lhe os presentes.
O primeiro foi o que levava o Ouro, o segundo o que levava o Incenso e o último o que levava a Mirra."

Esta é a lenda do Bolo Rei mas históricamente a versão é considerávelmente diferente. 
Bolo Rei terá surgido em França no tempo de Luis XIV para as festas do Ano Novo e Dia de Reis. Existem relatos da época sobre esta iguaria e existe mesmo um quadro famouso de Greuze com o nome de Gâteau dês Róis. Com a Revolução Francesa (1789) este bolo foi proibido, só que os pasteleiros que tinham um excelente negócio em mãos em vez de o eliminarem decidiram continuar a confeccioná-lo chamando-lhe Gâteau dês Sans-cullotes. Parece assim não restarem dúvidas de que o Bolo Rei tem origens francesas, apesar do Bolo Rei em Portugal não ter a ver com o bolo simbólico da festa dos reis existente na maior parte das províncias francesas a norte do rio Loire, na região de Paris, onde o bolo é uma rodela de massa folhada recheada de creme. A receita portuguêsa é baseada na confeccionada a sul do Loire onde o bolo em massa levedada tem a forma de uma coroa. 
Não fosse a Confeitaria Nacional e provavelmente não haveria bolo-rei em Portugal. Foi Baltazar Castanheiro Junior, filho do fundador desta casa, que introduziu a receita na capital, ao chegar de uma das suas inúmeras viagens a Paris (1870). No Porto foi posto à venda pela primeira vez em 1890 por iniciativa da Confeitaria Cascais feito segundo receita que o proprietário Francisco Júlio Cascais trouxera de Paris. Assim o Bolo Rei atravessou com êxito os reinados da rainha D. Maria II e dos reis D. Pedro, D. Luis, D. Carlos e D. Manuel II, mas foi com a proclamação da República em 5 de Outubro de 1910 que vieram os piores tempos para o Bolo Rei ficando em risco a sua existência, tudo por causa da palavra “rei”. Morto este símbolo, o bolo tinha que desaparecer ou mascarar-se para evitar a guerra que lhe podia ser feita. Os confeiteiros continuaram a fabricar o bolo sob outra designação, os menos imaginativos deram-lhe o nome de ‘ex-bolo rei’, mas a maioria chamou-lhe bolo de Natal ou bolo de Ano Novo. Não contentes com nenhuma destas idéias os republicanos mais radicais chamaram-lhe bolo Presidente. Passado esse período negro, o bolo readquiriu a sua designação original, Bolo Rei, tornando-se um verdadeiro símbolo da época Natalícia.

Ingredientes:
 
Para a Massa:

- 500g de farinha tipo 55
- 30g de fermento de padeiro
- 2 dl de leite morno
- 120g de manteiga
- 1 colher de
café de sal
- 70g de açucar
- raspa de uma laranja
- raspa de um limão
- 3 ovos
- 2cl de rum
- 2 chávena de nozes, pinhões, amêndoas e amendoins picados grosseiramente
- 1 1/2 chávena de frutas cristalizadas picadas
- 1 chávena de sultanas/passas de uvas
 
Para a Cobertura:

- Frutas cristalizadas
- Frutos secos
- Açúcar granulado ou de pasteleiro
 
Preparação:

Peneire a farinha para dentro de uma tigela e faça uma cova no meio. Coloque nessa cova o fermento esfarelado. Dissolva-o com o leite morno e ao mesmo tempo, misture-o com a farinha existente nas bordas. Tape a tigela com um pano e deixe a massa levedar num local quente.
Derreta a manteiga, misture-a com o sal, o açúcar e as raspas de da laranja e do limão. Junte este preparado à massa com o fermento. Misture os ovos com o cálice de Rum e adicione também à massa. Comece por amassar este todo, juntamente com a farinha com uma colher de pau. Logo de seguida, amasse o preparado com as mãos, até que esta fique lisa e suave, desprendendo-se das paredes da tigela. Tape de novo a massa com um pano e deixe levedar até duplicar o volume.
Coloque a massa numa mesa de trabalho polvilhada com farinha e amasse-a de novo com as mãos adicionando as nozes, as amêndoas os pinhões, os amendoins, as frutas cristalizadas picadas e as sultanas. Divida a massa em duas metades, cada uma com cerca de 50cm de comprimento e enrole-as. Una os dois rolos de massa dando-lhes a forma de coroa.
Unte um tabuleiro e coloque nele os bolos. Bata as gemas com umas gotas de água e pincele as duas coroas. Decore com os frutos secos, as frutas cristalizadas e o açucar. Leve a cozer em forno pré-aquecido a 200°C durante cerca de 25/30 minutos.
Bom Natal.

Nota de Prova:

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